Jornalismo e o trabalho de tradução da experiência de ocupação urbana

Por Míriam Santini de Abreu e Gislene Silva. O VI Seminário Mídia e Narrativa, com o tema Emergências: novas realidades e as mídias, pautou-se pela constatação de que as mídias têm, historicamente, apagado sujeitos e espaços sociais. Outras narrativas, tanto à margem como em articulação com os meios de comunicação estabelecidos, vêm valorizando vozes até…

Jornalismo alternativo brasileiro: a produção da notícia como iniciativa em economia solidária

Por Elisangela Colodeti RESUMO: Este ensaio trata do papel do jornalismo contra hegemônico brasileiro, no atual contexto de avanço das políticas neoliberais. Num país onde se vive uma democracia de baixa intensidade e pouco participativa, no qual a distância entre representantes e representados cresce na mesma medida em que o ideal capitalista se edifica enquanto…

Mediações éticas nas narrativas testemunhais em Memórias da Vila

Por Júnia Maria Pinto de Campos Breve contextualização do objeto Sabendo que as mídias tradicionais, através de esquemas representativos que domesticam o Outro ou constroem uma diferença intransponível em relação a ele, têm, historicamente, apagado sujeitos e espaços sociais, surge a inquietação de estudar a emergência de novas realidades por meio de narrativas que valorizam…

Narrativas em confronto: entrevista com Rosana Soares

Em um conflito polifônico, diversas narrativas se confrontam sobre a vida urbana na grande cidade de São Paulo. A professora Rosana Lima Soares (Escola de Comunicações e Artes da USP) ministrou a oficina “Crítica da Mídia e Arte Urbana: manifestações culturais e visibilidades periféricas”, examinando com os alunos da PUC Minas o papel da mídia…

Feminino de peitos

“Jessica Rabbit is the perfect woman. So is Betty Boop”[1] Por Juliana Gusman. Lévi-Strauss, citado por Rodrigues (1979), propõe abordar a sociedade a partir da perspectiva de que o comportamento humano e as relações sociais constituem uma linguagem. Para o autor, o espírito humano opera em uma estruturação inconsciente que ordena relações entre sujeitos e…

A câmera política de Anna Muylaert

Para a cineasta, o que unifica sua obra, desde “Durval Discos” (2002), é a narrativa contra formas de poder. Diretora e roteirista de um dos mais importantes filmes do cinema brasileiro nos últimos anos, “Que Horas Ela Volta?” (2015), ela fala, nesta entrevista, entre outros assuntos, sobre o lugar crítico das ficções, o significado do…