Mídias negras: uma alternativa ao discurso conservador midiático

Contra-hegemonia, processos emancipatórios e processos de descolonização. Esses foram os principais temas debatidos na Aula Inaugural de Jornalismo e Publicidade e Propaganda (manhã). A convidada Nilma Gomes, ex-ministra da Igualdade Racial, veio à PUC para discutir a relação da mídia com questões de cunho social . O evento também contou com apresentação da cantora Bia Nogueira, homenagem aos 45 anos do Jornal Marco e com o lançamento da revista digital Metáfora.

Formada em pedagogia, Nilma foi a primeira mulher negra do Brasil a comandar uma universidade pública, ao ser nomeada reitora da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (UNILAB). Na palestra, falou sobre a importância de olhar para o passado da mídia brasileira com indignação, e não passividade. “Sabemos que, historicamente, o mercado se impõe como regulador da mídia. Os veículos hegemônicos se colocam à disposição da lógica capitalista”, disse. Nilma também reforçou a importância de desconstruirmos as interpretações coloniais: “Uma dimensão contra-hegemônica do mundo é possível, assim como um outro mundo é possível”.

Estudante do mestrado, Dalila Musa reforçou a importância de ouvir uma mulher negra em uma ocasião como a Aula Inaugural. “É importante para os alunos negros da universidade se identificarem e se sentirem representados. Só nós sabemos como é difícil e importante resistir no ambiente universitário”, afirmou.

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