Jornada das Utopias: dia 24 de setembro

Por Juliana Gusman.

A segunda edição da Jornada das Utopias, produção acadêmica promovida pelos cursos de Jornalismo, Cinema e Audiovisual e Publicidade e Propaganda da PUC Minas, teve início na ensolarada manhã do dia 24 de setembro. Uma entrada de semana pouco usual não apenas para os quase mil alunos envolvidos no evento, mas para os ouvintes costumeiros do programa Casa Aberta, da Rádio Inconfidência. Sob o comando do jornalista Elias Santos, o programa foi ao ar direto do hall do prédio 42. Nada mais adequado para a abertura de um projeto que objetiva propor reflexões sobre as principais questões sociais, políticas e culturais de nosso tempo.

De 10h às 12h, estudantes e professores de comunicação puderam participar de toda a dinâmica de produção do programa: do preparo técnico às entrevistas, do roteiro ao improviso, do ao vivo aos bastidores. Mas o destaque maior foi reservado às pautas: a luta por justiça social, o desejo pelo respeito às diferenças, o anseio por equidade, a valorização dos saberes que vem de fora dos muros da Universidade.

Elias Santos, jornalista da Rádio Inconfidência. Fotografia de Camilla Leao / LabFoto.

O jornalista Elias Santos e a produtora Velise Maciel, da Rádio Inconfidência. Fotografia de Camilla Leao / LabFoto.

Muros que foram atravessados, na parte da tarde, por Glauce Guima e Diego Roberto. Os atores performaram O Artomentador, peça dirigida por Eid Ribeiro, que se inspirou nos escritos do saudoso Eduardo Galeano para compor sua obra. De um humor incômodo, porque triste, os artistas apostaram na simplicidade da narração e na exuberância dos gestos para hiperbolizar a crítica, ressaltar a angústia e exaltar a esperança. Amalgamando influências estéticas do método clown e do cinema mudo – inspirando-se nos idos, mas nem tanto, tempos modernos de Chaplin – nos lembraram que todas as nossas aspirações por um mundo melhor e por uma vida mais viva dependem da amplitude de nossos passos e da teimosia do horizonte utópico. Ele insiste na distância. Nos resta, portanto, apostar na largura entre as pernas e no desejo de continuar andando. Ainda bem que esse foi apenas o primeiro dos cinco dias de nossa jornada.

A caminhada está só começando.

A atriz Glauce Guima, em “O Atormentador”. Fotografia de Julia Greinert /LabFoto.

“O Atormentador”, com Cia Absurda e o diretor Eid Ribeiro, e a professora Fabiana Abaurre. Fotografia de Julia Greinert / LabFoto.

Juliana Gusman é graduada no curso de jornalismo da PUC Minas. É membro do grupo de pesquisa Mídia e Narrativa e mestranda do Programa de Pós-Graduação em Comunicação Social.

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